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segunda-feira, abril 26, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
terça-feira, janeiro 19, 2010
A fórmula do governar
Não pense que só os físicos são capazes de alcançar fórmulas matemáticas para normalizar toda a sua realidade. Também governadores o conseguem.
- E = energia,
- m = massa,
- c = a velocidade da luz no vácuo
G = pe2
- G = governar
- p = pão
- e = espetáculo
Mas poderá uma fórmula física ou outra conter uma verdade absoluta? Será possível abranger tão vasta realidade em tão pequenas fórmulas?
Poderão elas resistir ao tempo?
Quanto a Einstein não tenho a certeza nem se viverei o suficiente para a poder ter, mas quanto a César eu afirmo que a evolução obrigou a corrigir as fragilidades da sua fórmula.
G = pe2 / of
- G = governar
- p = pão
- e = espetáculo
- of = ocultação de factos
"Why don't you ask the kids at Tiananmen Square?
Was Fashion the reason why they were there?
They disguise it, Hypnotize it
Television made you buy it"
Sabia que se você nascesse por volta de 1989 na China não saberia hoje o que se passou em Tiananmen Square? Os pais têm medo de contar aos filhos para que estes se mantenham calmos e possam sobreviver às circunstâncias do seu país.
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quinta-feira, janeiro 14, 2010
A gota de fé na tempestade de opressão
Para que falemos em opressão, e para que fique desde já esclarecido: sim falo na opressão do povo em sistemas não liberais, temos primeiro que perceber o nosso passado. Aliás como tudo o que é actual merece o seu estudo e não um total desprezo e desvalorização feitas no acto único da intuição de um individuo isolado. Para que, também, possamos não só falar, mas falar com mais veracidade. Percebamos nós o que estamos a falar hoje, que tanto tem de hoje como mais poderá ter de ontem.
Postos estes termos falo-vos então da sociedade e sistemas emergentes como que numa total desordem por mero acaso. Um sistema social por mais bem ou pior estruturado que ele seja tem sempre um líder. Ande por onde andar, até que chegue por fim nessa sua busca à total exclusão do homem como ser consciente e racional. Líder esse que se impõe não por ser ordinário, vulgar com nada que outros demais não possuam. Não, que esse líder se existe foi certamente puxado pela alavanca de um verdadeiro líder. Faça-se saber que o povo não está para infantilidades. Poderá ser por ter mais porte e força, outrem por sábia razão. O que realmente prevalece independente de como se consegue é a fé do povo nele, e só nele. Repare que tanto gosto eu de dar ênfase ao povo, povo esse que vai criar naturalmente impulsos no seu líder aos quais tem e terá todo o orgulho em responder. Família, protecção, bem-estar, cuidado, harmonia, equilíbrio, alimento, abrigo são tudo palav
ras de ordem e direcção. O líder uma vez eleito por outros ou por ele próprio, não interessará para o caso, saberá ouvir selvagemmente aos seus instintos.
Ainda hoje, repare, quando um líder se apresenta a si, ou a mim, ele proclamasse como o bem da pátria e do seu povo. E repare como eu dou ênfase ao povo. Mas não um povo qualquer, é o seu povo. Seja por falta de conhecimento, sabedoria, experiência. Seja por não conhecer outros do seu sangue que não a sua tribo e ver então uma possível ameaça. Seja por não haver que chegue para todos aqui e agora que se adivinharam mais uns milhares depois da encosta. Que não seja é o mal do seu povo, essa é a sua única razão de existência.
Será bom? Será mau? Será natural? Será impossível de tomar outra direcção já que esta é a sua única e verdadeira?
Como resultado hoje existe um tremendo desequilíbrio no mundo.
Contudo se há coisa que esta vida não tem falta é de imperfeição. O que aconteceria se surgisse algo tão poderoso que lhe desse mais do que o sonho de ousar contra todo um povo de um líder outro que não o seu? Líder outro que tanto se gaba e se deixa gabar e aclamar pela sua impiedosa opressão. Que nem a necessidade mais básica inerente à vida humana ele deixa usar como uma ferramenta do dia-a-dia, a liberdade de expressão. Será que esta força conseguiria abalar os pilares tão afundados nas antigas terras deste povo? Poderá haver força tão forte e capaz de governar mais que o líder de um povo que não é o seu?
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sexta-feira, dezembro 18, 2009
A Prisão
Para que possamos falar de algo com objectividade e algum sentido de verdade precisamos pois de um conhecimento condutor de todo o raciocínio vigorante à comunicação.
Conhecimento esse que parte da experiência humana, experiência essa conseguida através de objectos e sentimentos. O tema que nos trago hoje é “A Prisão”, pois bem teremos então de recorrer ao nosso conhecimento para que primeiro a possamos definir. Delinear o nosso campo do que vamos conversar para que, faça-se saber, nos entendamos. Pois o que não falta neste mundo são desentendimentos, não concordará comigo? Claro que sim, mal entendidos, coisas de sua grande pequenez, “menisquices”, pequenos detalhes que por uma razão ou por outra não controlámos, ou, por ventura, grandes erros que dão voltas de 360º para que possamos apreciar bem o fiasco da ocorrência, o descontrolo que surgiu por aquela falta de controlo de que vos falo. Há que saber controlar, há que saber ser objectivo e directo. Mais que tudo, saber ser oportuno! Para quê falar quando não controlamos o campo do que se fala se sabemos que o mais provável é que nos enterremos, e nos enterrem mais fundo ainda?
E tu, meu amigo, se nada controlas ou nem sabes de controlo que falo, por favor afasta-te pois nesta conversa não poderás entrar. Ou queres que te enterre eu mesmo?
Há que ter medo e há que saber impor grande medo. Para que saibamos delinear com máximo rigor afinal o que estamos aqui a tratar.
Acrescente-se ainda, também, o respeito! Há que saber respeitar! Pois se não respeitarmos que controlo existirá? Que conversas seremos nós capazes de ter em tal anarquia? No que se tornaria este blog?!
Já pensou bem? Não pense mais, eu próprio lho digo: tornar-se-ia num cuspir no prato em que comemos.
Porque aqui não se criam prisões, cria-se liberdade. Porque aqui a regra é de todos e não é de ninguém.
Quebrem-se os taboos, fale-se do que não é falado, fale-se ainda sobre o que de nada temos certeza.
Porque o pensamento, esse, não tem prisões possíveis.
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