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segunda-feira, abril 26, 2010

A destruição iminente do amor

Faz-me rir! Oh, sim, se faz. Rio-me uma vez, rio-me duas e porque não se não há mesmo duas sem três? Rio-me porque rir faz bem! Quem não ri afinal? Todos nos rimos e ainda mais eu! Eu que me rio do obsoleto. Não, não me rio de vaidade pois rio-me de mim mesmo, admito-o. Não o digo para que assim me proteja, o digo porque assim o é já que não consigo escapar à pele.

Amor. Esse amor que se começa a amar pelo globo ocular. Que de súbito desce aos calabouços do ser, cai no precipício de alma para que com toda a sua iminência venha ao de cima para trazer um fulgoroso estrondo para que caia-mos em nós próprios, para que deixemos de ser nós próprios para dar algo à fuga do ser, que foge por amor. Que já não é nosso, não é de ninguém, pois de ninguém deverá ser o sentimento. E se fosse?

Se houvesse esse que ninguém fala, que todos o deixam no sótão do esquecimento que poderia ser eterno. Mas eterno não, que eu não o deixo. E se houvesse ele? O que seria do nosso ser se ele dissesse que guardava todos os sentimentos num livro escrito à mão que fora pela sua, não doutrém. Lho digo eu que iria desfolhar o livro fervorosamente, galopando forte por entre as páginas como que se o amanhã demorasse a chegar. Sim, estou certo de que o faria assim que eu ousasse dizer-lho sussurrando ao ouvido: "A verdade, mesmo que escassa e supérfula, ínfima essa atrevo-me, é que tu, tu nada sabes sobre o que sabes quando de sentimento te evoco. Sentes para que sintas, para que fujas ao que não sabes e não queres verdadeiramente conhecer, porque te agrada, te enche de prazer. Dele precisas, dele não queres abdicar. Por isso mesmo, o evitas conhecer."

Já to disseram e nunca o levaste a sério. O que vês hoje foi uma sucessão de acontecimentos que de ti nem um pestanejar precisou. De nada tu fizeste parte para que estejas aqui hoje. E to digo eu, que de nada de ti precisas para amar. To digo que o que começa no globo ocular e passa para as entranhas do teu ser de nada de ti precisa.

Da mesma forma que escolhes a maça mais bela de toda a macieira para que a comas, mesmo com a tua ausência do questionar que, no fundo, te domina, também o mesmo acontece com aquele que amas. Pois é o mais belo do pomar que alcanças e assim o que te trouxe aqui hoje, de que nem um pestanejar teu precisou, mais uma vez te nega e despreza para que outros venham depois de ti. Fazendo de ti uma marioneta que não consegue ver os próprios cordéis.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

The Reader

Há muito tempo que andava para ver este filme.

Fiquei com vontade de o ver assim que ouvi o título, antes mesmo de ver qualquer imagem.

Ontem tive a oportunidade de o ver e o que vi foi uma história de amor. Mas não daquele amor que normalmente preenche os filmes. O amor que ali vi é o amor que se esconde nos corações, o amor que nos mostra o céu, que nos controla, nos molda, nos limita e que no final parte deixando a saudade e um novo ser no nosso lugar.
Um novo ser que vive a dor de ter tocado a felicidade e dela ter sido separado, um novo ser que perdeu a inocência perante a realidade. Esse ser traz consigo a marca do amor, tatuagem que tempo algum apagará. Foi esse amor que eu vi no filme. Vi o meu amor no filme.


The Reader - Trailer HD - ShoxXx - Click here for another funny movie.